Avançar para o conteúdo principal

Projeto Navi: Adaptador para Interoperabilidade entre Frameworks de Machine Learning

Projeto Navi: Adaptador para Interoperabilidade entre Frameworks de Machine Learning

O projeto Navi, escrito em Rust, serve como um adaptador para facilitar a comunicação entre diferentes componentes de machine learning, como TensorFlow, PyTorch e ONNX (Open Neural Network Exchange). ONNX é um formato open-source desenvolvido pela Microsoft e Facebook para representar modelos de machine learning, facilitando a interoperabilidade entre diferentes frameworks de deep learning.

Explicação e Código de Exemplo

Objetivo do Navi

O objetivo do Navi é criar uma camada de adaptação que permita aos modelos de machine learning, treinados em diferentes frameworks, serem carregados e utilizados de maneira eficiente e integrada. Isso pode ser especialmente útil em ambientes de produção onde a flexibilidade e a interoperabilidade são essenciais.

Estrutura do Navi

O Navi pode ser estruturado para:

  1. Carregar modelos em diferentes formatos (TensorFlow, PyTorch, ONNX).
  2. Converter entre formatos se necessário.
  3. Executar inferências utilizando esses modelos.

Código de Exemplo em Rust

Vamos criar uma implementação simplificada do Navi em Rust. Este exemplo não cobrirá todas as funcionalidades possíveis, mas fornecerá uma base para entender como a interoperabilidade pode ser gerida.

Dependências

Primeiro, precisamos adicionar as dependências necessárias no Cargo.toml. Para este exemplo, vamos usar crates fictícios para TensorFlow, PyTorch e ONNX. Na prática, você usaria crates reais disponíveis no ecossistema Rust.

[package]
name = "navi"
version = "0.1.0"
edition = "2018"

[dependencies]
tensorflow = "0.15.0"
tch = "0.4.0"  # PyTorch bindings for Rust
onnx = "0.0.1"  # Fictitious ONNX crate for demonstration

Implementação

A seguir, vamos criar um módulo em Rust que carrega modelos de diferentes frameworks e realiza inferências.

use tensorflow::Graph;
use tensorflow::Session;
use tensorflow::SessionOptions;
use tensorflow::SessionRunArgs;
use tch::{nn, vision, Tensor};
use onnx::Model; // Fictitious crate for ONNX

pub struct Navi {
    tf_session: Option<Session>,
    pt_model: Option<nn::VarStore>,
    onnx_model: Option<Model>,
}

impl Navi {
    pub fn new() -> Self {
        Navi {
            tf_session: None,
            pt_model: None,
            onnx_model: None,
        }
    }

    pub fn load_tensorflow_model(&mut self, model_path: &str) {
        let mut graph = Graph::new();
        let proto = std::fs::read(model_path).unwrap();
        graph.import_graph_def(&proto, &()).unwrap();
        let session = Session::new(&SessionOptions::new(), &graph).unwrap();
        self.tf_session = Some(session);
    }

    pub fn load_pytorch_model(&mut self, model_path: &str) {
        let vs = nn::VarStore::new(tch::Device::Cpu);
        vs.load(model_path).unwrap();
        self.pt_model = Some(vs);
    }

    pub fn load_onnx_model(&mut self, model_path: &str) {
        let model = Model::from_path(model_path).unwrap();
        self.onnx_model = Some(model);
    }

    pub fn run_tensorflow_inference(&self, input: tensorflow::Tensor<f32>) -> tensorflow::Tensor<f32> {
        let session = self.tf_session.as_ref().unwrap();
        let mut args = SessionRunArgs::new();
        // Adicionar entradas e saídas conforme necessário
        args.add_feed(&input, 0, &input);
        session.run(&mut args).unwrap();
        args.fetch::<tensorflow::Tensor<f32>>(0).unwrap()
    }

    pub fn run_pytorch_inference(&self, input: Tensor) -> Tensor {
        let vs = self.pt_model.as_ref().unwrap();
        // Assumindo um modelo simples carregado
        let model = nn::seq().add(nn::linear(vs.root(), 784, 10, Default::default()));
        model.forward(&input)
    }

    pub fn run_onnx_inference(&self, input: onnx::Tensor<f32>) -> onnx::Tensor<f32> {
        let model = self.onnx_model.as_ref().unwrap();
        // Assumindo que a API fictícia tem um método run
        model.run(input)
    }
}

fn main() {
    let mut navi = Navi::new();
    navi.load_tensorflow_model("path/to/tensorflow_model.pb");
    navi.load_pytorch_model("path/to/pytorch_model.pt");
    navi.load_onnx_model("path/to/onnx_model.onnx");

    // Exemplo de inferências
    let tf_input = tensorflow::Tensor::<f32>::new(&[1, 784]).with_values(&[0.0; 784]).unwrap();
    let tf_output = navi.run_tensorflow_inference(tf_input);
    println!("{:?}", tf_output);

    let pt_input = Tensor::zeros(&[1, 784], tch::kind::FLOAT_CPU);
    let pt_output = navi.run_pytorch_inference(pt_input);
    println!("{:?}", pt_output);

    let onnx_input = onnx::Tensor::<f32>::new(vec![1, 784], vec![0.0; 784]);
    let onnx_output = navi.run_onnx_inference(onnx_input);
    println!("{:?}", onnx_output);
}

Explicação do Código

  1. Estrutura Navi:
    • Armazena sessões ou modelos carregados para TensorFlow, PyTorch e ONNX.
  2. Métodos de Carregamento de Modelos:
    • load_tensorflow_model: Carrega um modelo TensorFlow de um arquivo .pb.
    • load_pytorch_model: Carrega um modelo PyTorch de um arquivo .pt.
    • load_onnx_model: Carrega um modelo ONNX de um arquivo .onnx.
  3. Métodos de Inferência:
    • run_tensorflow_inference: Executa a inferência usando o modelo TensorFlow carregado.
    • run_pytorch_inference: Executa a inferência usando o modelo PyTorch carregado.
    • run_onnx_inference: Executa a inferência usando o modelo ONNX carregado.

Considerações

  1. Crates Fictícios: A crate onnx usada no exemplo é fictícia para fins de demonstração. Você precisará encontrar ou implementar uma crate real para trabalhar com ONNX em Rust.
  2. Integração Real: Para integrar de verdade, você deve assegurar que todas as dependências são corretamente resolvidas e os modelos são compatíveis entre si.
  3. Performance: A interoperabilidade pode impactar a performance. É importante otimizar o código para uso em produção.

Conclusão

O projeto Navi é uma camada de adaptação que facilita a interoperabilidade entre diferentes frameworks de machine learning. A implementação em Rust apresentada acima ilustra como carregar e executar modelos de TensorFlow, PyTorch e ONNX, proporcionando flexibilidade para usar o melhor de cada framework conforme necessário.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sistema de Recomendação do Twitter

Sistema de Recomendação do Twitter O sistema de recomendação complexo do Twitter, onde múltiplos componentes trabalham em conjunto para selecionar e classificar os tweets que são exibidos para os usuários na aba "Para você". Vamos descrever cada componente e fase do processo, ilustrando com diagramas e exemplos de código onde aplicável. Fases do Sistema de Recomendação Candidate Sourcing Esta fase é responsável por selecionar os tweets candidatos que podem ser recomendados ao usuário. Os candidatos são coletados de diferentes fontes e algoritmos, como RealGraph, TweepCred, Trust & Safety, GraphJets, etc. Light Ranker (Earlybird) Depois de obter os candidatos, um modelo de machine learning leve (light ranker) faz uma primeira classificação desses tweets. Heavy Ranker Os tweets classificados pelo light ranker são então processados por um modelo mais pesado e complexo (heavy ranker) para uma classificação mais precisa. Heurísticas e Filtros Após o ranqueamento dos tweets, el...

Protocol Buffers (protobuf)

Protocol Buffers (protobuf) O Protocol Buffers (protobuf) é uma alternativa eficiente ao JSON para serialização de dados, especialmente em ambientes de comunicação entre sistemas ou micro-serviços. Aqui estão alguns pontos-chave que explicam por que o protobuf é preferido nesses cenários: Estrutura de Dados Definida No protobuf, você define a estrutura dos dados usando um arquivo .proto , como mostrado no exemplo da mensagem Product e Image . Isso especifica explicitamente cada campo e seu tipo de dados. message Product { string product_id = 1; string name = 2; string description = 3; float price = 4; bool availability = 5; repeated Image images = 6; } message Image { string url = 1; string type = 2; } Compactação de Dados Ao contrário do JSON, que é um formato de texto legível por humanos e verbose, o protobuf gera um formato binário compacto e eficiente. No exemplo mencionado, o mesmo conjunto de dados ocuparia menos de 80 bytes em formato protobuf, comparado a quas...

File Types: Differences

 Tipos de Arquivos: Diferenças As diferenças entre os tipos de arquivos como imagem, texto, áudio, vídeo, e arquivos de redes e mensageria podem ser entendidas considerando como os dados são estruturados, armazenados e processados em termos de bits e bytes. Vamos analisar cada tipo: Imagem Arquivos de imagem são matrizes de pixels, onde cada pixel é representado por um valor de cor. A profundidade de cor (número de bits por pixel) determina a quantidade de cores possíveis. Tipos comuns : JPEG, PNG, BMP, GIF. Estrutura : Matriz bidimensional de pixels. Grayscale (escala de cinza) : Cada pixel é geralmente representado por 8 bits (1 byte). RGB (colorido) : Cada pixel tem 3 componentes (vermelho, verde, azul), cada um representado por 8 bits, totalizando 24 bits (3 bytes) por pixel. PNG com transparência (RGBA) : 4 componentes (vermelho, verde, azul, alfa), totalizando 32 bits (4 bytes) por pixel. Texto Arquivos de texto armazenam caracteres em sequências de bytes. O número de bytes p...